O mais estranho – e profundamente deprimente – é que a amêndoa portuguesa seja cada vez menos portuguesa, não só por causa da “californicação” intensiva dos nossos amendoais como pela espanholização das variedades produzidas. Arranje-se uma certificação VTP: Variedade Tradicional Portuguesa.
É tão estranho viver num dos maiores produtores mundiais de amêndoas (Portugal) e nunca ver ninguém a comer amêndoas. Ou, muito menos, a descascar amêndoas para poder comê-las. Sabe quanto é que custa, segundo o site Reforma Agrária, um quilo de amêndoas? Dois euros. Ou menos.
É tão estranho que um dos maiores produtores mundiais de amêndoas (Portugal) tenha de importar quantidades gigantescas de amêndoas dos Estados Unidos da América. Para mais, essas amêndoas são as piores amêndoas do mundo inteiro, enquanto que as portuguesas estão entre as melhores.
A ter de importar amêndoas, porque não se importam de países que também têm amêndoas muito boas, como a Itália e a Espanha? Note-se, de passagem, que a Itália e a Espanha também estão a perder e a prejudicar as variedades de amêndoa mais saborosas: as tradicionais.
Mas o mais estranho – e profundamente deprimente – é que a amêndoa portuguesa seja cada vez menos portuguesa, não só por causa da “californicação” intensiva dos nossos amendoais como pela espanholização das variedades produzidas.
Já há pelo menos duas gerações de portugueses que pensam que amêndoas são amêndoas, até porque só conhecem as amêndoas americanas.
Massificar a ignorância é a melhor maneira de esconder a enorme variedade de […]





















