O Parlamento Europeu aprovou esta semana a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), em resultado de intensos debates e duras negociações.
A verdade é que sempre foi assim, porque estamos a aprovar aquela que é, em termos orçamentais, a mais importante política da União Europeia.
Lembro-me bem quando, em 1992, sendo secretário de Estado da Agricultura e com o ministro Arlindo Cunha, termos conseguido, no âmbito da nossa primeira presidência europeia, aquela que é considerada a primeira grande reforma da PAC.
Em termos muito simples, foi substituído um sistema de proteção através dos preços, por um sistema de ajudas compensatórias aos rendimentos, para acabar com a disparidade crescente entre a oferta e a procura e controlar as despesas agrícolas.
Daí para cá outras reformas foram feitas, mas nunca com a preocupação tão vincada, como a da proposta inicial desta reforma de 2021, relativamente às questões ambientais.
Foi aqui que residiu o foco de intensas negociações com autênticos braços de ferro para as posições mais radicais por parte da Comissão […]





















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