A Associação de Beneficiários e Proprietários do Alqueva, APBA, vem por este meio rectificar as recentes declarações da associação Quercus.
Consideramos que a postura adoptada por esta entidade carece de rigor técnico e assenta numa narrativa demagógica, que ignora a complexa e bem-sucedida realidade socio económica da nossa região.
A Primazia Ética e Legal do Consumo Humano
É imperativo desmistificar a tese alarmista de que o regadio compromete o abastecimento público. A Lei da Água é o nosso pilar ético inegociável: a precedência do consumo humano é absoluta e insofismável.
O recente reforço de 10 milhões de metros cúbicos para fins urbanos não é um “consolo”, mas sim o atendimento pleno e rigoroso das necessidades projetadas.
O Alqueva não é uma ameaça às populações; é, sim, a reserva estratégica que impede que o espectro da escassez atinja as habitações alentejanas.
A Vanguarda Tecnológica contra a Desertificação
Classificar o regadio moderno como “destrutivo” é um anacronismo intelectual.
O paradigma que defendemos é o da agricultura de precisão, onde cada gota de água é gerida como um ativo precioso e insubstituível.
O regadio inteligente é, hoje, a ferramenta mais eficaz de combate à desertificação física e humana do interior, funcionando como um motor de vitalidade para um território que a Quercus parece preferir ver abandonado.
Soberania Alimentar e Vitalidade Demográfica
A produção do Alqueva é o garante da nossa soberania alimentar.
Ao diversificarmos culturas e optimizarmos rendimentos, Portugal não só reduz a sua dependência externa, como robustece a balança comercial nacional. Este ciclo económico virtuoso é o que permite o re-investimento na região, a criação de emprego qualificado e, acima de tudo, a fixação de famílias num Alentejo que se quer dinâmico e próspero.
Rigor Científico e Compromisso Ambiental
O Alqueva constitui-se como uma barreira ecológica contra o avanço das alterações climáticas. Através de uma gestão ativa dos solos e da manutenção
do coberto vegetal, combatemos a erosão e promovemos a biodiversidade.
Todas as decisões operacionais são sustentadas por estudos científicos exaustivos da EDIA e da APA, e não por impulsos ideológicos.
“A água no Alqueva não é um instrumento de lucro privado, mas sim o combustível do interesse público e do desenvolvimento sustentável.”
Lamentamos profundamente a tentativa de fracturar a sociedade entre ambientalistas e produtores.
O Alqueva é o projeto mais transformador da história contemporânea do Alentejo e continuará a ser o símbolo de um país que une o desenvolvimento à preservação do seu património.
Fonte: APBA











