A bacia do Sado é o território que regista os mais baixos índices de armazenamento em charcas e barragens mas é a região com as mais densas e prolongadas manchas de olival, amendoal e vinha do Alentejo.
Os dias com sol e temperaturas ambiente a rondar os 20 graus centígrados, em pleno mês de Dezembro, vão proporcionando sobretudo à população reformada do Alentejo momentos aprazíveis e uma mais-valia na poupança de energia no aquecimento das habitações. No entanto, a Primavera antecipada tem custos na actividade agrícola. Grande parte das charcas e barragens que asseguram o abeberamento do gado estão sem água e as culturas de sequeiro, como o trigo, cevada, aveia, pastos e algumas leguminosas, não se desenvolvem e algumas já se perderam. Como a precipitação atmosférica é escassa, os lençóis freáticos não estão a ser repostos.
A este cenário que preocupa os agricultores, junta-se o quadro climatológico pouco tranquilizador, apresentado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Assim, o mês de Novembro de 2021 foi o terceiro mais seco dos últimos 90 anos. O valor médio da quantidade de precipitação no país foi de 18,9 milímetros, “muito inferior” ao valor normal entre 1971 e 2000: choveu 17% do que se verificou em média naqueles anos. Os valores da precipitação em alguns locais dos distritos de Beja e de Faro foram “inferiores a 25%” em relação ao valor normal”, refere o IPMA.
O Índice de Água no Solo na região sul do país, e em particular nos distritos de Setúbal, Beja e Faro, apresentou em Novembro registos “muito baixos, inferiores a 20%”, confirmando-se, no mês de Dezembro, o “aumento significativo” da área em seca meteorológica na região sul de Portugal, com alguns locais dos distritos de Setúbal, Beja e Faro em seca severa.
Por sua vez, o registo semanal publicado pelo Serviço Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) e respeitante a 13 de Dezembro de 2021, das 61 albufeiras monitorizadas, apenas 10 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 15 têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
As 27 barragens públicas distribuídas pela região Alentejo, nas bacias do Tejo, Sado, Guadiana e Mira, armazenavam cerca de 4215 milhões de metros cúbicos de água (68,3% da sua capacidade total). Se não se incluir o Alqueva, nestas contas, o volume armazenado […]














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